A Visita ao Hospital
- 4 de abr.
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Concluídos os Caminhos de Santiago trilhados pelo grupo em Dezembro era necessário que tomássemos um rumo de forma a trabalhar a vertente social da nossa vida com o objetivo de aprendermos a viver a fé com todos os seus pilares. A escolha foi feita por todos e por isso agora temos a alegria de nos dirigirmos ao Hospital S. Sebastião, onde o Sr. Pe. Artur é capelão, uma vez por mês para acompanhar e animar a vida daqueles que ocupam passageiramente aquelas camas.
Esta última visita não foi diferente, era a segunda ronda que fazíamos, e ainda assim há muito a aprender. Chegamos por volta das 13h30 ao lobby, esperamos um pouco pelos voluntários daquele fim de semana e dividindo-nos em pequenos grupos fomos fazer o levantamento junto dos pacientes dos diferentes pisos e alas. Ao questioná-los sobre a sua vontade de participar na eucaristia ou receber o Corpo de Cristo estamos a dar lugar a uma partilha íntima e extremamente necessária na recuperação destas pessoas. A cara jovem faz a diferença na receção que fazem ao nosso inquérito sendo automático o sorriso imprimido no seu rosto.
No entanto, não podemos afirmar que o trabalho é sempre simples, por vezes somos mal recebidos e até mesmo injuriados, mas levamos estas pessoas nas nossas orações pois sabemos que enfrentam um momento difícil que não espelha o seu verdadeiro carácter. Às 15:00 é tempo de celebrar a eucaristia e também aqui tentamos fazer valer os ensinamentos que a paróquia nos deu sobre liturgia, por forma a trazer um pouco mais de dignidade ao rito. Após isso, é tempo de distribuir o Senhor pelos que assim o desejaram e orar com eles para uma melhora rápida, é neste momento que temos oportunidade de conhecer melhor os rostos que servimos e escutá-los, pois essa é a nossa verdadeira missão.
E assim termina mais uma visita ao hospital, que nos deixa cheios de esperança e nos alimenta a alma, correndo melhor ou pior é apenas um mero detalhe porque a gratificação pelo serviço que ajudamos a concretizar é o que nos faz voltar mês após mês.
Francisca Domingues


