Quarto Domingo de Páscoa | QUARESMA & PÁSCOA 2021
- 24 de abr. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 9 de ago. de 2025

UM
NOME
QUE
DIZ!
A novidade do nome vai além de designar ou nomear, passa por dizer vezes sem conta e, mesmo assim, nunca está dito. Jesus é o nome mais dito ao longo de todos os tempos e nunca está dito. Só está completamente dito quando se assume outra forma de dizer. É nome recebido e não conquistado. Jesus não é uma reflexão. É sempre dado e demora uma vida a dizer. Tempo para aprender a balbuciar o que se sente como absurdo. Há quem acredite que qualquer coisa dita é uma transgressão e paranão violar prefere silenciar o nome que tudo diz. Nada diz para não faltar ao mandamento do que o silêncio é o grande segredo.Sucesso para quem se deseja poupar a qualquer sacrifício. Há quem faça dos seus dias uma verborreia sem qualquer sentido para que o silêncio não diga que nada está dito enquanto não há sacrifício. Só um nome há para aprender a dizer. O que te dá a oportunidade de te dares.
DOMINGOTenho ainda outras ovelhas que não são deste redil e preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só Pastor. (Lc 24,44)
SEGUNDA-FEIRAHá nomes que nos assaltam e outros que nos recorfotam. Há aqueles que são primavera e outros inverno. Há os que nos fazem sair e amadurecer
TERÇA-FEIRAHá nomes que ouvimos com disponibilidade de coração. Outros que disponibilizam o coração.
QUARTA-FEIRAHá nomes que nos salvam. Outros julgam e há sempre aqueles que nos são indiferentes. Só um nos dá vida.
QUINTA-FEIRAHá nomes para a humildade. Há humildade em alguns nomes. Mas não há outro nome para a humildade que não seja Aquele que nos lavou os pés.
SEXTA-FEIRAHá nomes nos caminhos e há nomes pelos quais ninguém caminha. Há sempre um caminho para fazer o teu nome.
SÁBADOHá nomes em que confiamos e outros que despertam a desconfiança. Há obras com nome e nomes que são a maior obra.

ORAÇÃOEsta manhãProcuro-te na morte,Lavo-te da lamaCarrego-te, tão frágil.Escolho a vida.Esta manhãEscuto-te em silêncio,Deixo-te plenificar-me,Sigo-te de perto.Escolho a vida.Benjamín González Buelta
POEMAPersigo-o no ininteligível arbítriodos astros, na clandestina linfaque percorre os túrgidos corredoresdo indecifrável, nos falsos indíciosque, de fogos fátuos, escurecema persistente incógnita do nome.Em persegui-lo persisto onde, bemsei, não lograrei achá-lo, que nuncaachado será em tempo ou espaçoque excedam meu limite e dimensão. … Rui Knopfli


