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Quinto Domingo de Páscoa | QUARESMA & PÁSCOA 2021

  • 2 de mai. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 9 de ago. de 2025

FUNÇÕES VITAIS DA RELAÇÃO

Fratura exposta em corte visceral dos pensamentos que se alimentam da seiva da vida. Dores incomensuráveis no parto de outro suporte para um partir da vida que se faz sem regresso.Apenas, e não é pouco, falamos da vida. É tudo. Para quem sabe que é ninguém, a vida é a única coisa que permanece. Tudo o resto não tem novidade na função monótona decrescente das relações.Para quem tudo é pouco, a função da vida nunca desempenha o suficiente. As fraturas da vida não são vistas como cálculo de uma relação enxertada na possibilidade de viver o acrescento, que faz disfuncional a monotonia. Ramos cortados são nova enxertia e os que ficam florescem e vicejam de vida.

DOMINGOEu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer. (Jo 15,5)

SEGUNDA-FEIRAOs segmentos da vida que circulam nas mãos do Pai fazem morada de santidade.

TERÇA-FEIRANada acontece fora da vida. Será que a morte acontece dentro da vida?Ninguém morre para si se não morrer para os outros.

QUARTA-FEIRAMorrer de vida eterna é permanecer num permanente dar-se. Esta é a glória do Pai: que todos participem no Seu eterno dar-se.

QUINTA-FEIRAPalavras humanas, enxertadas com a divina seiva, rasgam as tristes ausências de uns aos outros que impedem a alegria completa.

SEXTA-FEIRANada maior do que tudo aquilo que é grande: a vida. Suficiente para não ser medida pelos arrazoamentos. Só pela inteligência emocional que nos dá a conhecer o essencial.

SÁBADOQuem arrisca viver deixa mal parada a morte. Quem não arrisca pára na morte.

ORAÇÃOO Senhor enxugará as tuas lágrimasEnxugará todas as lágrimas,É o Senhor que cura.Na dificuldade caminha e confia,E a noite da tua vida será luz demeio-dia.

POEMAConquistaLivre não sou, que nem a própria vidaMo consente.Mas a minha aguerridaTeimosiaÉ quebrar dia a diaUm grilhão da corrente.

Livre não sou, mas quero a liberdade.Trago-a dentro de mim como um destino.E vão lá desdizer o sonho do meninoQue se afogou e flutuaEntre nenúfares de serenidadeDepois de ter a lua!Miguel Torga

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