Viagem Paroquial a Roma | 4-7 jan
- 11 de mar.
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Esta viagem a Roma foi muito mais do que um simples itinerário turístico - foi uma experiência profunda, feita de encontros, beleza, fé, amizade e celebração.
Desde o primeiro dia, ao chegarmos a Roma, sentiu-se que estávamos no coração da História. Instalamo-nos no Hotel La Griffe, muito central, o que permitiu vermos mais do que estava previsto. A noite trouxe-nos a magia da cidade eterna: a Piazza Navona cheia de vida, o encanto intemporal da Fontana di Trevi e o silêncio majestoso do Panteão - momentos que ficaram gravados na memória de todos.
O segundo dia foi marcado por um dos pontos mais altos da viagem: a visita à Basílica de São Pedro e a passagem pela Porta Santa, vivida com emoção, recolhimento e gratidão, passagem antecedida pela recitação do salmo “ Louvai o Senhor, porque Ele é bom, porque é eterno o seu amor”. O padre Artur escolheu este salmo e explicou o ano jubilar e muitos pormenores dentro da catedral. Ainda durante a manhã, a riqueza artística e espiritual dos Museus do Vaticano deixou-nos sem palavras. Almoçámos fomos para a Basílica de Santa Maria Maior, onde tivemos uma eucaristia presidida pelo nosso pároco, Padre Artur Pinto. Foi um dos momentos mais marcantes da viagem - uma celebração cheia de significado, vivida com profunda comunhão. Um momento de alegria e de extraordinária intimidade com Deus. Agradecemos a graça que nos foi concedida. Visitámos ainda o túmulo do Papa Francisco, onde cada um pode orar. Quando saímos, muitos de nós ainda fomos visitar a Igreja de S. João de Latrão, visita enriquecida pela explicação do padre Artur. Depois regressamos a pé ao hotel. Que bom foi passear por Roma. A noite trouxe-nos novamente o Coliseu, agora iluminado, e a descoberta da nova estação de metro - um belo exemplo de como Roma une passado e presente.
O dia seguinte levou-nos até Monte Cassino, num ambiente de serenidade e contemplação. O almoço transformou-se num momento especial de festa: celebrámos o aniversário da Gita com bolo, limoncello, sorrisos e muitos parabéns, num clima de alegria simples e partilhada. Voltámos a Roma e visitámos a Igreja de Santa Maria da Vitória, e a sua obra prima “ O êxtase de Santa Teresa” de Bernini que nos foi analisado pelo padre Artur. Depois fomos visitar a Basílica dos Anjos e dos Santos Mártires. À noite, as comemorações continuaram e terminaram em Trastevere, entre ruas encantadoras, risos e conversas que só as viagens verdadeiramente especiais proporcionam.
No último dia, ainda houve tempo para mais encontros com a história e a fé: as Catacumbas de São Sebastião - visitá-las é uma experiência única e uma forma ideal de conhecer mais de perto o passado da cultura cristã . Houve tempo ainda para visitar igrejas que guardam verdadeiros tesouros da fé e da arte, onde mestres como Caravaggio continuam a falar ao coração de quem contempla as suas obras. Foi bom rever Caravaggio em S. Luís dos franceses, em Santa Maria del Popolo e a beleza da exposição dedicada a Caravaggio e Rubens, na Igreja de Santa Inês, igrejas que guardam verdadeiros tesouros da fé e da arte.. Cada visita parecia fechar um ciclo, preparando-nos para o regresso.
Voltámos para casa de coração cheio - de imagens,
de experiências, de espiritualidade e, sobretudo, de gratidão. Roma ofereceu-nos a sua beleza, mas fomos nós que levámos connosco algo ainda mais precioso: a memória de dias vividos intensamente, em boa companhia, que ficarão para sempre.
Virginia


