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Vigília de Pentecostes | 23 mai

  • 23 de mai.
  • 1 min de leitura


No dia 23 de maio, celebrou-se a Vigília de Pentecostes, na Igreja Matriz de Espinho. A celebração começou com as luzes desligadas, simbolizando as trevas que estavam presentes nos Apóstolos antes do Espírito Santo lhes ser revelado. Pela Igreja, ecoavam frases em línguas estrangeiras, ditas de forma impercetível:


Sem o Espírito Santo, Deus fica longe;

O Evangelho é letra morta;

a Igreja é uma simples organização;

A autoridade é um poder;

A missão é propaganda;

O culto uma velharia;

E o agir moral, um agir de escravos.


Após a Liturgia da Palavra, seguiu-se um momento especial, em que se acendeu a luz de círios, que representavam os Dons do Espírito Santo: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus. Cada círio teve direito a uma reflexão lida e a um poema, que juntos engrandecem a beleza destes dons.

Por fim, terminou-se a celebração com a leitura das frases iniciais, desta vez de forma clara, nas respetivas línguas, formando-se a mensagem final:


No Espírito, o cosmos é enobrecido pela geração do Reino;

Cristo ressuscitado torna-se presente;

o Evangelho faz-se poder e vida;

a Igreja realiza a comunhão trinitária;

a autoridade transforma-se em serviço;

a liturgia é memorial e antecipação;

o agir humano é divinizado.


Francisco Couto

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